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Março: mês da prevenção do câncer colorretal

Março: mês da prevenção do câncer colorretal
Autor(a): Clínica Oncocenter
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No Brasil, o câncer de intestino ou colorretal (CCR) é o 3º tumor maligno mais frequente entre homens e o 2º entre as mulheres. A maior incidência de casos ocorre na faixa etária entre 50 e 70 anos. Ele é tratável e curável quando detectado precocemente.

Fatores de Risco
Dentre os principais fatores de risco estão idade acima de 50 anos, história familiar de CCR, doença inflamatória intestinal e hábitos alimentares inadequados como alto consumo de gordura e carnes e baixo consumo de cálcio. Além da dieta, o tabagismo, o álcool, o sedentarismo, o diabetes e a obesidade são outros fatores de risco para CCR.

Indivíduos com um parente de primeiro grau com CCR têm risco três vezes maior de desenvolver CCR do que a população geral. Nos casos em que esse familiar teve CCR antes dos 45 anos, o risco é cinco vezes maior.

Prevenção
Uma dieta rica em frutas, vegetais, fibras, cálcio, pobre em gordura e o baixo consumo de carnes vermelhas e processadas ou conservadas é considerada uma medida preventiva. Além disso, o baixo consumo de bebidas alcoólicas e a prática de atividade física regular estão associados a um baixo risco de desenvolver CCR.

Detecção Precoce
O CCR quando detectado em seu estágio inicial possui grandes chances de cura, diminuindo a taxa de mortalidade associada ao tumor.

Pessoas com mais de 50 anos assintomáticos devem se submeter anualmente ao exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF), retossigmoidoscopia flexível a cada 5 anos, ou estratégia combinada de PSOF anual e retossigmoidoscopia flexível a cada 5 anos; enema baritado a cada 5 anos; ou colonoscopia a cada 10 anos.

A recomendação de rastreamento para indivíduos com um parente de primeiro grau diagnosticado em qualquer idade é a realização de colonoscopia a partir dos 40 anos, a cada cinco anos. Para indivíduos com doenças hereditárias como o HNPCC (câncer colorretal hereditário sem polipose) e FAP (polipose adenomatosa familiar), a recomendação é colonoscopia a cada um ou dois anos, a partir dos 20-30 anos, e anualmente, após os 40 anos.

Deve-se destacar que, no Brasil, não há políticas de rastreamento populacional de CCR. O rastreamento se dá pela busca ativa de pacientes, iniciativas isoladas e programas específicos de prevenção.

A importância da alimentação saudável

Evidências sugerem que cerca de 30% das mortes por câncer são atribuídas ao estilo de vida inadequado em relação à alimentação e atividade física.

Ainda não são totalmente esclarecidas todas as relações e mecanismos que ligam o hábito nutricional e o desenvolvimento do câncer. As evidências de como um nutriente específico, a combinação de nutrientes, a alimentação excessiva, desequilíbrio energético e a quantidade e distribuição da gordura corporal pode influenciar o risco de câncer ainda não está totalmente elucidada. Entretanto, diversos estudos epidemiológicos mostram que as populações que consomem grandes quantidades de frutas, vegetais e pouca gordura animal, carnes e calorias apresentam risco significativamente menor de desenvolverem os tipos mais comuns de câncer.

No Brasil, observa-se que os tipos de câncer que se relacionam aos hábitos alimentares estão entre as seis primeiras causas de mortalidade por câncer. O perfil de consumo de alimentos que contêm fatores de proteção está abaixo do recomendado em diversas regiões do país. A ingestão de fibras também é baixa no Brasil, onde se observa coincidentemente, uma significativa frequência de CCR.

Comer bem significa ingerir uma variedade de alimentos que supram adequadamente o organismo com proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais e fibras, limitando o consumo de doces, frituras, bebidas gasosas. Uma dieta balanceada diminui o risco de doenças entre elas o câncer.

Até que se identifique claramente a relação de um determinado componente nutricional com o risco de um tipo de câncer, as recomendações são para que a dieta seja baseada em vegetais e que inclua frutas e verduras diariamente, predomínio de grãos integrais, sobre os açúcares refinados como fonte de carboidratos, e limitada ingestão de carnes, gorduras, álcool e excesso de calorias. Vale a pena ressaltar também que a dieta alimentar saudável somente terá efeito benéfico como fator de proteção se adotada constantemente no decorrer da vida.

Recomendações propostas pela American Cancer Society:
– Escolha uma alimentação variada e baseada predominantemente em verduras, legumes e frutas, com a utilização mínima de alimentos processados e açúcares simples;
Consuma cinco ou mais porções de frutas e verduras por dia;
– Prefira grãos inteiros em relação aos grãos processados (refinados) e açucarados;
– Limite a ingestão de alimentos gordurosos, principalmente os de origem animal;
– Limite o consumo de carnes vermelhas, especialmente as ricas em gorduras e as processadas;
– Utilize métodos de preparo com temperaturas mais baixas, como grelhado, assado ou cozido. Nunca exponha o alimento diretamente ao fogo;
– Limite o consumo de alimentos com excesso de sal e o uso de temperos prontos. Prefira ervas e temperos naturais;
– Prefira alimentos que ajudem você a manter o peso saudável;
– Mantenha atividade física por pelo menos 30 minutos 4 dias por semana;
– Mantenha-se dentro da faixa de peso ideal;
– O consumo de álcool não é recomendado, limite o seu consumo;
– Quando estiver longe de casa, prefira alimentos que contenham poucas calorias e açúcar, e evite grandes porções;
– Não Fume.

Referências Bibliográficas
1. Byers, T et al. American cancer society guidelines on nutrition and physical activity for cancer prevention (2002): Reducing the risk of cancer with healthy food choices and physical activity. CA Cancer J Clin 2002; 52:92-119.
2. Rossi BM, Nakagawa WT, Ferreira F de O, Aguiar Junior S, Lopes A. Câncer de cólon, reto e ânus. São Paulo: Lemar-Tecmedd, 2005.
3. Winawer SJ, Fletcher RH, Miller L, Godlee F, Stolar MH, Mulrow CD et al. Colorectal cancer screening: clinical guidelines and rationale. Gastroenterology 1997;112:594-642.
4. Garófolo A et al. Dieta e câncer: um enfoque epidemiológico. Rev Nutr 2004;17:491-505.2.
5. www.gbeth.org.br
6. www.inca.org.br

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